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Mobilidade Urbana e Novas Tecnologias

A mobilidade urbana é uma das questões essenciais para o desenvolvimento das sociedades modernas. Os problemas de mobilidade geram custos crescentes e sua complexidade exige a elaboração de planos e estruturas integrados que envolvem grande e diversificado número de atores da sociedade. O aumento em escala da demanda por meios eficientes de locomoção tornam a busca por métodos inteligentes um dos principais desafios do século XXI.

Para lidar com este desafio, uma importante ferramenta é se munir de tecnologias cada vez mais sofisticadas. Nos grandes centros urbanos, a implantação de melhorias e o aumento na velocidade de resposta às ocorrências produzem significativos impactos sobre a qualidade de vida.

O desenvolvimento e o crescimento de países e de cidades têm características distintas, conforme a maneira e o momento histórico de cada um. Mas, sem dúvida, nos dias de hoje, o crescente número de veículos particulares promove o inchaço do trânsito, dificultando a locomoção, principalmente nas regiões em que se concentra a maior parte dos serviços e dos empregos.

Vale ressaltar também que o modelo histórico de organização do espaço geográfico brasileiro não contribuiu para a mudança desse cenário de hoje. Afinal, ao longo dos séculos XIX e XX, houve rápida urbanização do país, que assistiu a acelerado processo de crescimento das cidades e de metropolização. Com escolhas erráticas sobre o modo de transporte, foram destruídos trilhos e modos coletivos de transporte e incentivado o carro particular e transporte de cargas via asfalto.

A urbanização desenfreada em escala global traz inúmeros desafios e exige esforços conjuntos para desenvolver novas maneiras de lidar com os problemas da cidade. Áreas tais como demografia, planejamento urbano, infraestrutura, economia, ecologia, sociologia e direito precisam ser mescladas em uma matriz que possibilite elaborar soluções para os desafios complexos e multifacetados que aparecem diariamente em metrópoles globais, caracterizando um esforço multidisciplinar.

Por movimentar pessoas e bens, a mobilidade é a base da economia, da rotina diária dos cidadãos, do acesso aos diversos serviços públicos (como a saúde e a educação), de políticas de redução de emissão de poluentes e de políticas inclusivas. A evidência da conexão entre a mobilidade e o desenvolvimento econômico, a competitividade e a qualidade de vida nas áreas urbanas é demonstrada por inúmeros estudos.

Para se construir uma política de mobilidade urbana, é preciso atentar para a distribuição territorial das atividades, sobretudo na sociedade contemporânea, marcada pelo desenvolvimento dos sistemas de transporte e comunicação conectados. Isso implica analisar como as cidades crescem e como ocorrem os deslocamentos das pessoas e das mercadorias nesse território.

Em uma primeira divisão, podemos dizer que a mobilidade depende das estruturas físicas que compõem o transporte urbano, como ruas, carros, ônibus, caminhões, linhas de metrô e trem, calçadas, ciclovias, semáforos, sinalização de mensagem variável, placas, túneis e pontes, entre outras. Além disso, a mobilidade depende também de elementos imateriais que integram o transporte urbano: os dados obtidos pelas câmeras e radares, os sistemas que controlam os semáforos e toda sorte de captação de dados, aplicativos e sistemas que dão suporte à mobilidade urbana.

A provisão de grandes obras de infraestrutura é cada vez mais difícil e onerosa, além de não ser imediata, pois, quanto maior for o impacto de sua construção, mais difícil serão sua ampliação e sua gestão. Pode-se concluir daí a impossibilidade de resolver estas dificuldades apenas investindo em infraestrutura, sendo necessário o uso da inteligência para o melhor aproveitamento da estrutura existente.

Essa é a razão da grande importância que os sistemas e a base imaterial do transporte público vêm tomando ao longo do tempo. Esse paradigma criou o termo Sistema de Transportes Inteligentes (em inglês, Intelligent Transport System, ITS), para tornar a infraestrutura existente mais eficiente, inteligente, instrumentalizada e interligada. Para tanto, alude-se à necessidade de prever a demanda e alinhá-la aos recursos físicos disponíveis.

Assim, o ITS caracteriza-se pela aplicação de um conjunto de tecnologias em constante evolução a problemas comuns do trânsito e do transporte, como falta de informação e de planejamento, os congestionamentos, as contingências, tornando digitais as estruturas físicas. A experiência internacional demonstrou que a implantação de ITS é uma estratégia para otimizar os investimentos, e que o planejamento adequado e a abordagem de engenharia são elementos importantes para uma execução rentável e sustentável.

O ITS atualmente faz parte de um conceito maior, o de cidades inteligentes. A ideia de cidade inteligente parte da perspectiva de que a tecnologia é fator indispensável para que as cidades possam se modernizar e oferecer melhor infraestrutura à população. A inteligência deste modelo é embasada no foco em tratamento e utilização de dados, não apenas para tomadas de decisão, mas para acompanhamento, compartilhamento, acessibilidade, adaptabilidade e racionalização na prestação de serviços e solução de problemas urbanos.

Importante observar e não seguir cegamente todos os novos conceitos, às vezes produto de elaborado marketing que não pode ser levado ao pé da letra. Para urbanistas que defendem o planejamento urbano inteligente, a aceitação acrítica do conceito de cidade inteligente é resultado de esforços agressivos de empresas de tecnologia para vender suas soluções. As cidades inteligentes, desse modo, podem ser muitas vezes inabitáveis e desiguais; portanto a acessibilidade e um grau de igualdade são precondições para a construção de uma cidade inteligente sustentável.

Enfim, percebe-se por essa introdução a importância do tema, que noutro momento vamos discorrer com mais detalhes sobre ITS e cidades inteligentes.

José Evaldo Gonçalo é doutor em Engenharia Elétrica pela Escola Politécnica da USP.

Foto: Pixabay

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